sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Municípios do Litoral Ocidental que não alcançaram a média estadual no IDEB


A média do Estado do Maranhão no IDEB 2015 foi de 4,4 para as séries iniciais (2015). Infelizmente os municípios de APICUM-AÇU, BACURI e CENTRAL (que pertencem ao Litoral Ocidental Maranhense) obtiveram resultados inferiores que a média estadual.
Apicum-Açu obteve 4, Bacuri 4,1 e Central 4. Dessa forma, além de não alcançarem as projeções para o ano de 2015 ainda ficaram abaixo da média estadual. Por outro lado, o município de Porto Rico alcançou invejáveis 7,6, muito acima da média estadual e brasileira.


É preocupante porque os gestores ainda se utilizam desses resultados para se promoverem politicamente, jogam na mídia o resultado, de maneira isolada, sem ao menos explicar o que o índice significa de fato. Uns ainda dizem que a educação de sua cidade anda bem e mostra a média através de prints, só que não dizem que a projeção para aquele ano era maior do que o que foi alcançado e nem  dizem que ficaram abaixo da média estadual.

É através de indicadores como esse que sabemos, de fato, quem esta alcançando êxito em sua gestão e quem está valorizando a educação. Hoje, os países que estão em ascensão,como Coreia do Sul por exemplo, há anos com fortes índices em rankings mundiais de educação, ela é geralmente lembrada como exemplo de país cujo sistema educacional deu certo. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010, os alunos sul-coreanos ficaram em quinto lugar na prova que testou seus conhecimentos em matemática, ciências e leitura. Dados do Banco Mundial divulgados em 2011 apontaram que 98% dos jovens entre 25 e 34 anos completaram o ensino médio.

Esse patamar de qualidade e de acesso à educação foi atingido, segundo especialistas, graças a um maciço investimento em educação (em 2009, segundo o Banco Mundial, esse investimento foi de 5% do PIB, ou seja, US$ 47,1 bilhões) – principalmente na formação dos professores, no investimento em material de apoio e na melhoria da estrutura e funcionamento das escolas – combinado com a cultura asiática de disciplina e valorização do ensino. No Brasil, aumentar o valor destinado à educação é uma das metas do Plano Nacional da Educação, em tramitação no Congresso há dois anos. 

Primeiro para alcançarmos esse status é necessários começar pelos municípios, pelos menos melhorando o IDEB, sendo realistas com a situação, e não mentindo em redes sociais mascarando os resultados. 


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